domingo, 19 de novembro de 2017

panorâmico



Já apanhei dias limpos e azuis, dias nublados, dias pálidos, dias de nevoeiro, dias ensonados, dias de calor e de frio, acho que só faltam os de chuva para a coleção ficar completa.
Na subida nem parece que estamos na cidade e no topo não temos dúvidas, é a vista mais bonita de Lisboa.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

street art

Galeria a céu aberto desde o Bairro Padre Cruz (Carnide) até ao Parque das Conchas (Lumiar). Fizemos esta caminhada em julho e foi muito difícil resumir tudo o que vimos em menos imagens.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

futuro

Quando começamos a encaixotar a nossa vida damos conta que guardamos tantas coisas que até nos esquecemos que as temos. Não sei se acontece com todos, mas comigo foi mesmo assim, um dia eram importantes no dia seguinte deixaram de o ser, tão simples quanto isto.
Até mesmo as que nos trazem boas recordações e outras que eventualmente um dia poderão ser úteis ficam para trás. É o desapego.

Não vale a pena guardar muito ou um bocadinho de cada coisa, rouba-nos tempo e puxam-nos para trás como se fossem um cordão invisível atado à perna, quando o que mais precisamos é andar para a frente. O importante andará sempre connosco, a frase está certa.

O verão não foi fácil e abandonei os registos no blogue para não dispersar, penso que agora seja o momento certo para retomá-los e talvez ainda acrescentar uns poucos que ficaram só pelo instagram.

E o primeiro, é que voltei ao meu bairro para começar de novo.


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

dias de verão

Associar os pequenos jardins aos meus dias — dia do Bairro Padre Cruz, dia do meu 43º aniversário e o dia das ameixas doces.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Plantas e Povos

A exposição está patente no Muhnac e mostra um registo do conhecimento popular no uso das plantas para os mais diversos fins tendo em conta a localização geográfica onde essa flora existe e os povos que habitam — desde o uso dos búzios e mezinhas pelos rituais dos curandeiros aos instrumentos musicais, passando também pelo uso de plantas para objectos do quotidiano.

Imagens: cabeleira e colar de curandeiro, esponja-vegetal (luffa - usada também como esfregão), pentes, mala e cigarrilhas de folha de palmeira (Timor-Leste)



sexta-feira, 21 de julho de 2017

na loja online

Estão reunidos na loja online alguns exemplares dos dois últimos colares que tenho mostrado — colar Festa e colar Argolas.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

colar Festa #4


Nem todas as sementes de porcelana são brancas…

domingo, 9 de julho de 2017

colar Festa

Os colares com as sementes que pedi à Paula Valentim (otchipotchi) para me fazer estão quase prontos. Este é um deles!
Nos próximos posts irei mostrá-los enquanto preparo a loja online com alguns exemplares.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

sementes de porcelana ♥︎

Depois de longos meses e de pensar bastante, decidi que são os pompons que conjugam bem com as sementes de porcelana da Paula.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

flor pompom


Apesar de já ter a flor no herbário desconhecia até agora a árvore – Albizia.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

colar de argolas


Depois do showroom não voltei a fazer, mas há poucas semanas iniciei uma mini-produção e brevemente terei dois exemplares disponíveis – as argolas são feitas em lã e o fio é de couro.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

17 de junho – iniciação ao crochet

Dia 17 de junho, sábado, haverá um novo workshop de iniciação ao crochet a decorrer na Retrosaria, entre 15h00 às 19h00.

Esta aula destina-se a estreantes ou a quem já fez e quer recomeçar. Aprendem-se os pontos básicos à medida que se acompanha um diagrama com a simbologia própria dos pontos de crochet.

terça-feira, 6 de junho de 2017

argolas

Linha de montagem em produção muito caseira.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

leitores precisam-se, sempre


O desenho foi feito há um ano para um concurso sob o tema «dia da criança». Não ganhou o concurso, mas cá em casa teve direito a uma moldura e a um lugar na parede ♥︎.
Ilustra bem o que lia no momento e serve de exemplo para mostrar como a leitura nos influencia.

A propósito de hoje começar a Feira do Livro e de olhar para o seu desenho todos os dias, recordo o percurso das leituras que começaram aqui e veio a tornar-se de facto naquilo que podemos considerar uma leitora, mas nem sempre foi assim.
A meio do 1º ciclo abrandou repentinamente e assustei-me. Aí apercebi-me que ela própria deveria fazer as suas escolhas sem grande peso da minha parte e não ficar restringida aos livros que lhe iam oferecendo.
Podemos influenciá-los em muitas áreas, mas os nossos interesses podem não ser exatamente os dos nossos filhos em questões de leitura. Há livros muito bonitos com belas histórias e ilustrações maravilhosas, mas um livro menos bonito e menos cativante para nós poderá adequar-se mais aos seus interesses sejam estes quais forem (nestas situações quase tudo é válido para mostrar) e é meio caminho andado para motivar e o leitor poder aparecer.

Parece mal dizer isto, mas a lista oficial do Ler+ não é significativa para mim e considero ultrapassado existirem leituras obrigatórias. Só a palavra «obrigatório» juntamente com «leituras» já dói.

Nessa altura propus-lhe que lêssemos pelo menos um livro por mês, eu lia os meus e ela os dela. Aceitou o desafio sem pestanejar. Porém, fui ficando para trás com os meus a amontoar na mesa-de-cabeceira e ela ganhou terreno ao ponto de chegar a ler um por semana. Ganhou-me até hoje.

Lembro-me de alguns momentos que fizeram diferença naquela fase: passar pela BD da Amadora, pela Ilustrarte, gastar tempo na Feira do Livro (mais do que um dia) e ouvir contadores de histórias (os pais, principalmente).


Como mãe de uma adolescente e leitora, deixo algumas sugestões que praticamos para que os livros continuem a ser amigos fiéis e a desmotivação não vença quando andamos mais preguiçosos:

— Se estamos a ler um livro enfadonho e não conseguimos gostar, é largar e pegar noutro! Não é saudável andarmos a engonhar e não há que ter pena daquele que largámos. Há tanto por onde escolher!

— Para começar um livro devemos estar disponíveis para ler as primeiras 20 ou 30 páginas de rajada, a partir daí é mais fácil dar-lhe continuidade.

— Reservar momentos para ler, assim como se reserva para ver um filme, ver um programa na televisão, fazer malha, estar nas redes sociais, ir passear, estudar, desenhar, etc. Não ter tempo para ler não é uma boa desculpa para si próprio.

— Andar sempre com o livro na mochila, mesmo sem saber se durante o dia o iremos ler ou não. Ajuda a manter a ligação e a vontade de o voltar a abrir (no dia em que a mochila não respira :-( abdicamos…).

Ela ainda faz outra coisa que eu não consigo fazer, ler dois ao mesmo tempo. Assim, não fica com pena de terminar um porque já tem outro na calha.


Ler vários registos, como jornais e revistas não é a mesma coisa que ler um livro. A cabeça não funciona da mesma maneira e a memória não se exercita (mas para quem não gosta de ler, uma revista interessante é melhor que zero).
Dar espaço para ler é uma questão de gerir prioridades. Se passarmos menos tempo a fazer coisas menos interessantes passamos a estar disponíveis para voltar a pegar em livros com mais facilidade.

O que acho que é de se evitar e que sempre fui completamente contra:

— Forçar os nossos filhos a ler quando nós próprios não lemos ou estes não nos veem a ler. Não é justo! É igual quando lhes dizemos que têm de comer sopa ou peixe cozido enquanto nós não os comemos. Somos chatos, moemos os miúdos e um dia respondem-nos à letra.

quinta-feira, 25 de maio de 2017